terça-feira, 13 de março de 2012

Nosso trato



Então ficou combinado assim.

A gente se viu, se gostou, se conheceu e cada vez mais. Cada vez mais de você, de mim, de nós. Beijo, toque, corpo, pele. Numa perfeita cadência, sintonia, atração, tesão, chame do que quiser.

Era tudo naquele momento, um tudo e um nada, tudo que quiséssemos e nada a esperar. Eu sabia, estava ciente e concordei. Tínhamos um trato, afinal combinamos assim.

Mas em que momento eu me esqueci? Em que momento eu desobedeci as regras?

Anseio pela sua volta, espero por você.
Me pego pensando, lembrando, sonhando.

Não me deixe perder isso, não me deixe esquecer dessa sensação que só você me traz, uma loucura com total sentido, sem porquês, sem senões. Mas com muito de nós.

Não me deixe sem teus beijos, do mais quente ao mais carinhoso deles. Sem o toque que desliza em meu corpo, conhece cada curva, cada centímetro. Sem o corpo pesado e forte que me faz sentir pequena e frágil e depois repousa cansado ao meu lado. Da pele na qual a minha arde, da boca que me mata a sede, dos olhos que me invadem, do cheiro que me extasia, é o teu gosto de prazer.

É parte de mim, é parte de você. Não sei explicar, não sei o que será. Tínhamos um trato, um tesão sendo vivido, desejos realizados.

Mas eu tenho a impressão de ter quebrado esse trato, no momento em que sei que preciso de tudo isso todos os dias.

Façamos um novo trato então?

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